Trivialidades 171
«Alguém quer provar a minha Schnitzel?»
[Comentário perdido numa conversa e encontrado aqui. Para ti, J.]
a
Trivialidades 170
Vocês acreditam que agora, por causa do meu apelido (Mateus), no sítio onde trabalho e quem não me conhece pensa que eu sou um homem alemão. Como se as piadas com o Rosé já não fossem suficientes.
Trivialidades 169
Gosto tanto do service desk que tenho agora que às vezes penso em ligar para lá mesmo quando não tenho problemas.
Apontamentos fugazes 133
‑ Eu vou estar espalhada pelo chão.
a
Homenagens 46
[Love of my life, Wembley 86]
[Who wants to live forever]
[Don’t stop me now]
[Those are the days of my life]
Trivialidades 168
Essa pessoa que eu conheço e a quem costumam acontecer coisas. Desta vez, essa pessoa deixou em cima da secretária, no sítio onde trabalha e onde trabalham algumas pessoas que falam português, uma notinha para ela própria. E a notinha dizia
“Coisas para escrever
‑ L’histoire d’O: breaking the boundaries of what is conventional
Não sei o que acham, mas eu acho que esta pessoa vai ter sucesso aqui. Quero dizer, no sítio onde trabalha.
Apontamentos fugazes 132
Só uma coisa boa saiu de nós: percebi finalmente o Romeu e Julieta. Não é só uma história em que, como eu achava, eles estupidamente se matam no fim: é uma história em que eles atingem a maior intensidade no fim – acreditam no que existe entre eles e confiam um no outro. E esse é o final mais perfeito que pode existir.
Aquele que nunca vou poder ter.
Apontamentos fugazes 131
You have iron branded me fully. Even my mind is marked.
I can no longer sleep.
Apontamentos fugazes 130
About love
Larita ‑ You should have loved me more.
John ‑ I couldn’t have loved you more.
Larita ‑ You should have loved me better.
(...)
Larita addressing John – You don’t know what love is. You have no idea what it means to love someone so much that you would do anything for them, even inject them with poison when they’re too feeble to do it for themselves. I don’t believe that you could have ever loved me like that.
Excerpts from Easy virtue, 2008
Apontamentos fugazes 129
Não só me sabe muito bem ler que a poesia continua a ter adeptos, como acima de tudo me alegra saber que continua a ter escritores.
a
Contos 24
Foi o cheiro perdido no ar anónimo que te trouxe de volta a mim. Cheiro indecente. Trouxe a tua pele branca, a textura nem sempre suave. Trouxe o toque. O toque, o nosso maior meio de comunicação que já não há. Trouxe-te a ti. Cheiro indecente. Trouxe a ponta dos meus dedos nos teus braços e as lágrimas nas comportas dos meus olhos. Eu era só há três minutos de paz. Há talvez durante um dia uma hora em que não me destróis. E o cheiro indecente logrou-me os três minutes de paz. O resto do dia com ele. Agora existes em todo o lado: és a minha omnipresença dolorosa. És o peso que me lança ao chão e me puxa até eu desistir. Já debaixo, submersa, és a corrente que me mantém lá inerte, só com as lágrimas nas comportas dos meus olhos. Tenho pálpebras de ferro. Cheiro indecente. É um cheiro invasivo que me abre buracos na carne. Trouxe-nos e já não existimos. Eu sou uma marioneta idiota e tu…? É o cheiro que me diz o que já não tenho. É o cheiro indecente que passa diante dos meus olhos e me mostra o que nunca mais vou poder ter.
Hoje foi este cheiro: 7.23 da manhã. Todos os dias uma coisa diferente. Este cheiro que te trouxe e te espetou no meu corpo. Com a intensidade do que isto era. Intensidade ubíqua que sai do meu estômago. E sangra. Cheiro indecente que ignora os meus apelos de misericórdia. Estocada de hoje.
Apaga-te de mim.
Apontamentos fugazes 128
«Rules must be binding. Violations must be punished. Words must mean something. »
[Obama's Prague speech, completely taken out of context, but even so…]
Apontamentos fugazes 127

[Barack Obama’s speech in Prague, 05 April 2009]
Apontamentos fugazes 126
«Talvez o que seja mais diferente aqui é o silêncio porque quase não tem sons lá dentro.»
António Lobo Antunes, «O arquipélago da insónia», Dom Quixote, pp. 131
Trivialidades 167
Conheço alguém a quem acontecem coisas. Com frequência. Coisas como tirar a mala de mão do compartimento do avião e bater violentamente com a mala na cara. Coisas como abrir as outras malas quando chega a casa e ver tudo baldeado e em desalinho. Coisas como ficar sem uma roda de um dos 3 trolleys que transportava. Simultaneamente.
Acontecem episódios destes a esta pessoa.
Mas como se isso não fosse suficiente. Num dia importante, essa pessoa quis mostrar-se digna, discreta, “problem-free”; não interessa que o não fosse. E tentou. Tentou arduamente. Mas o que é que aconteceu. Enquanto abria uma garrafa de água (com gás), num evento social, a garrafa escorregou, embateu no chão e “espichou” para onde? Para onde? Para o meio das pernas dessa pessoa. Que estava de saia.
Acontecem episódios destes a esta pessoa.
Episódios frequentes como cair. Não. Estatelar-se no chão. Essa pessoa que eu conheço estatelou-se hoje no chão. Foi só mais uma vez. Em frente a pessoas que a conhecem há pouco tempo e a pensavam credível. Estatelou-se no chão.
De saia.
Trivialidades 166
Aparentemente, o Luca Toni “ameaçou correr nu” caso o Bayern ganhe a Liga dos Campeões. Thank goodness. Já viram se fosse o Sagnol?
a
Apontamentos fugazes 125
Para mim não funciona. Just another story-teller.
a
Homenagens 44
Um presentinho
Masters of war
[Masters of war de Bob Dylan, por Eddie Vedder]
No woman no cry / Betterman
[No woman no cry / Betterman, de Bob Marley e Pearl Jam, por Pearl Jam]
Soon forget
[Soon forget, de Pearl Jam, por Eddie Vedder e Jack Johnson]
Trivialidades 164
Look like a slut. a
a
Homenagens 43
Recomendações 32

[O rio Avon]
[A árvore que Shakespeare plantou]
[The Courtyard Theatre]Contos 24
Deste tudo aos outros o que me devias ter dado a mim. Egoísta. Para mim eras o lobo com pelo de carneiro. Se calhar tentei enganar-me. Porque… como é possível não ter visto? Arrependo-me de tudo. Não valeste a pena. És um terrível filho de mãe. Para mim. Talvez bonzinho para os outros.
Agora não preciso mais. De ser discreta. De esconder. De te proteger. Posso gritar a toda a gente o que és. E até o que infelizmente fomos. Filho da puta. És um ditador egocêntrico. Agora não preciso mais. De suportar quem não gosto. De tolerar as tuas exigências. De te desculpar.
Fizeste-me querer voltar a ser egoísta. Obrigada. Mas não mereceste que desperdiçasse o meu altruísmo em ti. Foste uma sanguessuga da bondade que criei. E será tua a culpa das armas que eu usar. És um sacana.
Agora posso gritar. DETESTO-TE. E detesto ter-me deixado ficar assim por ti. Detesto-me por não te ter exigido tudo o que precisava. Detesto-me por ter aceite o que não queria. E detesto-te a ti por tudo isto. DETESTO-TE. Manipulaste-me.
Posso gritar. Hipotecaste-me e executaste a garantia. Impiedosamente. Cruelmente. Foste o meu carrasco e deixaste-me a sangrar para sempre, quando a piedade dos carrascos é matar alguém de uma só vez.
Por isso posso gritar. DETESTO-TE. Sei que serás sempre quem mais me magoou. Sei-o porque nunca mais me vou poder expor. Assassinaste a esperança que trabalhei tanto para conseguir. E saíste impune. Não mereces nada. Cabrão.
Toda a culpa que carregares será pouca em relação à que tens. Ocupas agora o lugar honroso no pódio das pessoas que gostava que nunca tivessem existido. Pulha. Sacana. Cabrão. Filho da puta. Inconsequente de merda.
Foste a pessoa errada por quem desenvolvi o sentimento certo. Rezo aos deuses que não tenho que te façam sentir tão mal como me fizeste sentir a mim. E vai ser muito pouco. Não te esqueças que a vingança se serve fria. Espero que a tua te chegue congelada.
[Março de 2009]
Poemas 31
Tu
Estou farta de ti
Porque estás sempre aqui.
Quero ser livre.
Deixa-me voar.
Estou presa
Condenada à morte
Só, fujo ao destino
cruel, que me sufoca
Fujo de ti
mas quero-te perto
Chamo-te, triste
e sei que não vens.
Sai do meu corpo e da minha alma
Deixa-me viver
Como é que continuas dentro de mim,
Sem nunca o teres estado?
Trivialidades 163
Ter orgulho em não gostar de algumas pessoas.
a




.bmp)