Apontamentos fugazes 118

Cafés


«A comida e o café propriamente ditos quase nem são importantes. Certa vez, ouvi falar de um café em Tel Aviv que dispensava a comida e a bebida; servia pratos e chávenas vazios aos clientes, mas cobrava-lhess dinheiro verdadeiro.»

Eric Weiner, A geografia da felicidade, Lua de papel, pp.17
a

Ressaca

Estou sem internet há semanas.

Estou a ressacar.

Espero em breve voltar a usufruir do vício.

I need it.
a

Grito 3

«Na primeira pessoa Omer Goldman

Ela tem 19 anos. Regressa hoje a uma base militar para um terceiro ciclo de 21 dias de detenção. Recusa-se a servir num "exército de ocupação".»

Leiam a edição impressa do Público de dia 05 de Novembro. Leiam a experiência de uma rapariga que não aceitou só o que lhe diziam ser certo e duvidou. Leiam como a força às vezes pode fazer diferenças. Leiam-na.

E, eventualmente. Se quiserem. Escrevam-lhe.

«Ficarei muito feliz se me escreverem. A minha morada nos próximos dias é esta:
Omer Granot
Military ID 5398532
Military Prison nº 400
Military Postal Code 02447, IDF
Israel»

Grito 2

Hoje é um dia de esperança.

Yes, we can.



[2ª parte do discurso de vitória de Obama]



[Discurso, de McCain, de reconhecimento da vitória de Obama]

Grito 1

Mulher, "acusada" de adultério, lapidada na Somália

Um dia depois de me terem dito uma coisa tão inesperada e respeitadora dos direitos humanos no Níger, leio isto sobre as mílicias Somalis. Deve ser para me lembrar que não se deve incentivar a esperança.
a

Trivialidades 161

O que é que um dromedário melómano diz a um camelo?

Olha uma Bossa-Nova.
a

Apontamentos fugazes 117

Ai de ti...

«(...) Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer justiça

[copyright devido ao Alberto Caeiro, FP]

Sabem o que vos digo? Ai de ti e de todos que fazem isso. Ganham muito menos do que perdem. Mas façam-no. Se não forem vós, poucos mais o farão. Mas façam-no apenas até não se tornarem mártires da vossa causa.

Nenhuma justiça vale uma vida.

Interregno

Por mudança de serviço de internet.
a

Apontamentos fugazes 116

Como as coisas andam


[Jean-Claude Trichet, Ben Bernanke, Mervin King]

Apontamentos fugazes 115

Senhores só há dois: o Eriksson e o Carlos do Carmo.
a

Apontamentos fugazes 114

Antes uma idealista sofredora que uma realista indiferente.
a

Homenagens 40

Mighty Meryl in Mamma Mia


[Main songs from Mamma Mia’s soundtrack]

Recomendações 30

Um combate do Remy Bonjaski

Já devem ter reparado que gosto de desportos de combate, essencialmente aqueles que envolvem artes marciais. Aliás, é por isso, que já vos falei do K-1. E do Remy, se me lembro correctamente. Aproveito agora para vos mostrar por que é que gosto tanto dos combates dele. É só verem os vídeos abaixo…





E, já agora, o motivo pelo qual ele devia estar (e passa a estar agora) no meu ciclo de hunks.


Trivialidades 160

Ciclo hunks – Pharrell Williams

Apontamentos fugazes 113

O meu defeito mais vil é também a minha maior qualidade: vingança.
a

Poemas 28

Soneto sem razão

Quis responder à tua pergunta oculta
mas partiste antes de a poder conhecer,
foi uma tentativa incerta de algum prazer,
mas resultou só numa ausência indulta.

Foram poucas as palavras por ti ditas,
mas só para mim, e é já a inconcretização
que me aniquila este sonho sem razão
na realidade já longe de histórias bonitas.

Eu sou medo e tu, tu tens medo de mim
ficas longe, mesmo quando perto
e seremos sempre impossíveis

nas nossas diferenças intransponíveis
mesmo naquele momento incerto
em que a tua pergunta desconhecia o fim.

[Março de 2005]

Apontamentos fugazes 112

Crises

Não sei se já vos disse… mas DETESTO CRISES. Será que os bancos não podem receber uns depósitozinhos, conceder uns créditozinhos e deixarem a minha vida em paz?
a

État d'esprit

[Radiohead, Climbing up the walls]

Apontamentos fugazes 111

Rita’s anatomy

A partir de hoje, se temos antebraço, passamos também a ter anteperna.
a

Recomendações 30

Jim Moray's Low culture




[Lucy Wan, Jim Moray]



[Jim Moray, All you Pretty Girls]

Apontamentos fugazes 110

O grito

Palestinianos, iraquianos, sarauís: todos sacrificados à mesma paixão, a paixão do Ocidente pelo ouro negro. Como fazer frente a um exército de gananciosos quando, para lutar, não temos outra arma que não seja o grito? Será que um grito pode perfurar a rocha surda? Preferia morrer por alguma coisa a viver assim que é como não viver. Preferia morrer de pé a viver de joelhos, como disse o Che.»

Lucía Etxebarría, “Sem terra” em «Uma história de amor como outra qualquer», Editorial Notícias, pg. 287

Apontamentos fugazes 109

Querer morrer

«Penso que, se não tem sido a psicóloga e Alessia, me teria suicidado. Mas não me suicidei. Não tinha coragem para o fazer, e para morrer não basta desejá-lo. Tu queres morrer, mas o teu corpo empenha-se em ir em frente. O corpo queria continuar a viver, abria caminho laboriosamente em direcção à vida, o coração batia, o sangue circulava, os pulmões expandiam-se e contraíam-se, era como fazer um cruzeiro num barco de recreio, em que não tens que te preocupar com o avanço ou o funcionamento do navio porque para isso está lá a tripulação, seres anónimos da casa das máquinas que fazem com que tudo siga em frente. Mas eu sentia-me passageiro e não capitão, um capitão assustado e fechado no seu camarote quando deveria estar na ponte de comando, a dar ordens, decidindo que rumo tomar.»

Lucía Etxebarría, “Mal acompanhada” em «Uma história de amor como outra qualquer», Editorial Notícias, pg. 256

Homenagens 39

(Para as) Criatura(s) da noite



[Entre Aspas]

Apontamentos fugazes 108

Orgulho

«De modo que me levantei de imediato e, esticando a exígua saia como bem ou mal podia, disse-lhe que não me sentia bem e precisava de voltar para casa, sozinha. Adeus, Gael, guarda esses lábios para o caso de eu voltar no próximo Verão, disse-lhe sem o dizer, mais para mim própria, porque acabava de descobrir que existe um sentimento humano mais poderoso do que a obsessão.
O orgulho.»


Lucía Etxebarría, «Uma história de amor como outra qualquer», Editorial Notícias, pg. 63

Apontamentos fugazes 107

Realidade da ficção

«Esta história é real? Talvez vás pensar que o que te estou a contar aconteceu efectivamente. Mas esta história não corresponde à realidade mas sim à minha reconstrução da realidade, porque, a partir do momento em que é a minha memória que a reinterpreta, e põe e tira ao compasso dos seus caprichos, está história não é real, mas sim uma mera ficção literária. O hábito literário altera pormenores, intercala traços circunstanciais e modifica as ênfases, ou pelo menos foi isso que disse o escritor cego de que tu e eu tanto gostamos, e por isso penso que podes gozar o que lês sem te preocupares demasiado com a veracidade ou exactidão do narrado.»

Lucía Etxebarría, «Uma história de amor como outra qualquer», Editorial Notícias, pp.187

Pensamentos líquidos 91

Vices do futuro presidente norte-americano

Gostava de vos falar com mais conhecimento dos discursos feitos. Por isso vou reduzir o que escrevo a um pequeno comentário sobre as escolhas, dos candidatos democrata e republicano, Obama e McCain, dos Vice-Presidentes.

Foram escolhas lógicas, que tentam ir buscar ao Vice aquilo que o futuro presidente é acusado de não ter. Obama foi buscar um democrata conservador (Joe Biden), perto da igreja e com muita experiência internacional e mesmo “militar”. Obama ainda pôde jogar o fenómeno família “Clinton”. McCain fez o mesmo, mas em simétrico, foi buscar uma mulher (Sarah Pallin) que amenizasse o ar duro de combatente do Vietname que ele tem, mas porventura mais conservadora do que ele: também uma “mulher de fé”, contra o aborto e o casamento gay e favor das armas. Segundo o que li, é uma mulher que defende o valor da “vida” e curiosamente é a favor do porte livre de arma. Coerências.

Para mim estas duas escolhas pioraram qualquer das candidaturas, mas não nego que são aquelas que tinham que ser. Se cada um deles quer ganhar.

Não sei o que isto vai dar. Mas é das eleições mais interessantes que me lembro de viver.

PS. Há qualquer coisa de muito eloquente em Obama. E foi muito bem jogado ter discursado no aniversário do célebre discurso do sonho de Martin Luther King. Muito sinceramente, espero que seja o sonho de Obama que se torne realidade.
a

Apontamentos fugazes 106

«It’s so heartbreaking, violence, when it’s in a house – like seeing the clothes in a tree after an explosion. You may be prepared to see death but not the clothes in the tree.»


Philip Roth, «The plot against America», Vintage, pp. 296

Apontamentos fugazes 105

Independentemente da opinião, algo para o Hitler pensar

«Neither was their being Jews a mishap or a misfortune or an achievement to be “proud” of. What they were was what they couldn’t get rid of – what they couldn’t even begin to want to get rid of. Their being Jews issued from their being themselves, as did their being American. It was as it was, in the nature of things, as fundamental as having arteries and veins, and they never manifested the slightest desire to change it or deny it, regardless of the consequences.»


Philip Roth, «The plot against America», Vintage, pp. 220

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Homenagens 38

Os meus ginastas “pós-Nemov” que dizem ter “falhado” nos JO

Fabian Hambuechen com o seu exercício de barra fixa



[Exercício que lhe valeu o ouro em Estugarda]

foi só 3º na barra fixa, 4º no solo, 4º nas paralelas e 7º no all-around


Marian Dragulescu num exercício já antigo de solo



foi só 4º no cavalo e 7º no solo.