Ciclo guilty pleasures
Whitney Houston
a
Apontamentos fugazes 182
Sobre as cumplicidades
«(I must confess to being as confused as I have ever been, when it comes to the subject of compatibility. I have tried to live with women who share a similar sensibility to mine, with predictably disastrous consequences, but the opposite route seems every bit as hopeless. We get together with people because they’re the same or because they’re different, and in the end with split with them for exactly the same reasons.)»
«(I must confess to being as confused as I have ever been, when it comes to the subject of compatibility. I have tried to live with women who share a similar sensibility to mine, with predictably disastrous consequences, but the opposite route seems every bit as hopeless. We get together with people because they’re the same or because they’re different, and in the end with split with them for exactly the same reasons.)»
Nick Hornby, «Juliet, Naked», Pengiun, p. 65
a
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Apontamentos fugazes 180
Sobre as verdades
«Existe o que quero dizer e existe a minha voz. Nem sempre o tom da minha voz corresponde ao que quero dizer e, mesmo assim, molda-o tanto como as palavras que escolho. Sou menos dono da minha própria voz do que destas palavras, indexadas em dicionários que já estavam impressos antes de eu nascer. (…) O que quero dizer também é como este livro: mundo subjectivo, existente e inexistente, sugerido pelo significado das palavras.»
«Ao longo da escrita deste livro que estás a ler, tenho sentido que gostaria de poder fazer o mesmo com o que eu sei. No campo, num fim de tarde, estender esse conhecimento no ar, em pazadas, e assim separar aquilo que apenas presumo daquilo que foi mesmo. Por mais efeito que possa ter aquilo que presumo, é aquilo que foi mesmo que chega ao lagar, que alimenta. Aquilo que foi mesmo não é necessariamente aquilo que aconteceu. É algo muito mais importante, é a verdade. Sim, já sei, o que é a verdade? Sim, já sei, não sei.
Peço-te desculpa por este comentário, folhinha. Sem tristeza, por favor. Não o leves a mal, folha de oliveira. Precisei de fazê-lo para, depois, ser capaz de o esquecer.»
«Existe o que quero dizer e existe a minha voz. Nem sempre o tom da minha voz corresponde ao que quero dizer e, mesmo assim, molda-o tanto como as palavras que escolho. Sou menos dono da minha própria voz do que destas palavras, indexadas em dicionários que já estavam impressos antes de eu nascer. (…) O que quero dizer também é como este livro: mundo subjectivo, existente e inexistente, sugerido pelo significado das palavras.»
«Ao longo da escrita deste livro que estás a ler, tenho sentido que gostaria de poder fazer o mesmo com o que eu sei. No campo, num fim de tarde, estender esse conhecimento no ar, em pazadas, e assim separar aquilo que apenas presumo daquilo que foi mesmo. Por mais efeito que possa ter aquilo que presumo, é aquilo que foi mesmo que chega ao lagar, que alimenta. Aquilo que foi mesmo não é necessariamente aquilo que aconteceu. É algo muito mais importante, é a verdade. Sim, já sei, o que é a verdade? Sim, já sei, não sei.
Peço-te desculpa por este comentário, folhinha. Sem tristeza, por favor. Não o leves a mal, folha de oliveira. Precisei de fazê-lo para, depois, ser capaz de o esquecer.»
José Luís Peixoto, «Livro», Quetzal, pp. 235 e 241
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Apontamentos fugazes 179
Sobre a importância da literatura
Obrigada.
«Mas tu ainda estás aí, olá, eu ainda estou aqui e não poderia ir-me embora sem te agradecer. Aí e aqui ainda é o mesmo lugar. Sinto-me grato por essa certeza simples. A paisagem, mundo de objectos, apenas ganhará realidade quando deixarmos estas palavras. Até lá, temos a cabeça submersa neste tempo sem relógios, sem dias de calendário, sem estações, sem idade, sem agosto, este tempo encadernado. As tuas mãos seguram este livro e, no entanto, nas tuas mãos, é manhã. Nas tuas mãos, a minha mãe, o Ilídio e o Cosme estão no andar de cima, ouve-se os passos, as cadeiras a serem arrastadas. Nas tuas mãos a vila descansa e Paris é tão longe. Às vezes, penso em ti sem te dizer. Mesmo esses pensamentos invisíveis estão agora nas tuas mãos. Seguras o meu nome. Este livro que estás a ler e que estou a escrever, onde estamos, é exactamente o mesmo que a minha mãe me pousou nas mãos, como na primeira frase. Também esse livro era este. O início também é agora. O amanhecer apenas se distingue do anoitecer por aquilo que o antecedeu e pela sucessão que lhe imaginamos, o antes e o depois. Agradeço-te por teres aceitado que este livro se transformasse em ti e pela generosidade de te teres transformado nele, agradeço-te pela claridade que entra por esta janela e por tudo aquilo que me constitui, agradeço-te por me teres deixado existir, agradeço-te por me teres trazido à última página e por seguires comigo até à última palavra. Sim, tu e eu sabemos, isto: . Insignificância, pedaço de nada, interior da letra ó. Mas isso será daqui a pouco. Por enquanto, aproveitemos, ainda estamos aqui.»
Obrigada.
«Mas tu ainda estás aí, olá, eu ainda estou aqui e não poderia ir-me embora sem te agradecer. Aí e aqui ainda é o mesmo lugar. Sinto-me grato por essa certeza simples. A paisagem, mundo de objectos, apenas ganhará realidade quando deixarmos estas palavras. Até lá, temos a cabeça submersa neste tempo sem relógios, sem dias de calendário, sem estações, sem idade, sem agosto, este tempo encadernado. As tuas mãos seguram este livro e, no entanto, nas tuas mãos, é manhã. Nas tuas mãos, a minha mãe, o Ilídio e o Cosme estão no andar de cima, ouve-se os passos, as cadeiras a serem arrastadas. Nas tuas mãos a vila descansa e Paris é tão longe. Às vezes, penso em ti sem te dizer. Mesmo esses pensamentos invisíveis estão agora nas tuas mãos. Seguras o meu nome. Este livro que estás a ler e que estou a escrever, onde estamos, é exactamente o mesmo que a minha mãe me pousou nas mãos, como na primeira frase. Também esse livro era este. O início também é agora. O amanhecer apenas se distingue do anoitecer por aquilo que o antecedeu e pela sucessão que lhe imaginamos, o antes e o depois. Agradeço-te por teres aceitado que este livro se transformasse em ti e pela generosidade de te teres transformado nele, agradeço-te pela claridade que entra por esta janela e por tudo aquilo que me constitui, agradeço-te por me teres deixado existir, agradeço-te por me teres trazido à última página e por seguires comigo até à última palavra. Sim, tu e eu sabemos, isto: . Insignificância, pedaço de nada, interior da letra ó. Mas isso será daqui a pouco. Por enquanto, aproveitemos, ainda estamos aqui.»
José Luís Peixoto, «Livro», Quetzal, pp. 262, 263
É isto. Percebem agora?
a
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Literatura
Pensamentos líquidos 107
The National – concert in Germany
There is nothing like the arts. Nothing. There is nothing like the excitement of understanding oneself better through a creative search for truth.
Music in particular is a very genuine type of art. And I have been missing my music like hell. I have been missing being in a concert with all my cells jumping wildly with the feeling of finally having found something worthwhile getting uneasy for.
It is a different feeling to attend a concert in Germany (in Frankfurt?). Ironically, everything looks less organic. I still remember being terribly happy when I couldn’t breathe for three songs during my first Muse concert. Surely that wouldn’t happen in Frankfurt. Fair enough. But I must say I am still amazed of how still, not interactive, a crowd can be with a band they actually like. The National.
I started my ‘The National’ craving not so long ago. But I started it steadily and am now convinced of how much I like them. I could try to explain how the concert I went to see last Thursday worked out. I could try to explain you how I can hear my own voice in the bits I recorded. I could try to tell you all that, but I would be missing the most important. No matter the surprise of being almost the only one singing or jumping, I would be understating how good the concert was.
I could try to tell you lots of things. I choose to tell I enjoyed the concert very much. I choose to tell you it was so nice to get back again together with arts authenticity. And I choose to show you the following.
There is nothing like the arts. Nothing. There is nothing like the excitement of understanding oneself better through a creative search for truth.
Music in particular is a very genuine type of art. And I have been missing my music like hell. I have been missing being in a concert with all my cells jumping wildly with the feeling of finally having found something worthwhile getting uneasy for.
It is a different feeling to attend a concert in Germany (in Frankfurt?). Ironically, everything looks less organic. I still remember being terribly happy when I couldn’t breathe for three songs during my first Muse concert. Surely that wouldn’t happen in Frankfurt. Fair enough. But I must say I am still amazed of how still, not interactive, a crowd can be with a band they actually like. The National.
I started my ‘The National’ craving not so long ago. But I started it steadily and am now convinced of how much I like them. I could try to explain how the concert I went to see last Thursday worked out. I could try to explain you how I can hear my own voice in the bits I recorded. I could try to tell you all that, but I would be missing the most important. No matter the surprise of being almost the only one singing or jumping, I would be understating how good the concert was.
I could try to tell you lots of things. I choose to tell I enjoyed the concert very much. I choose to tell you it was so nice to get back again together with arts authenticity. And I choose to show you the following.
Runaway
Vanderlyle crybaby geeks
Well. Interactive or not, I still want to attend concerts in Germany. Even if I feel a bit marginalised in their way of eating up the thrill for art.
But you know. It is that feeling of smiling through tears because you found something. Something worthwhile getting vulnerable for.
a
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Pensamentos líquidos
Apontamentos fugazes 178
Não tenho escrito. Por preguiça, talvez por cansaço. Mas acima de tudo por indiferença e acomodação. Quero outra vez a inquietude.
a
Trivialidades 222
Camille Lacourt
O novo menino bonito, corrijo, hunky, da natação.
O novo menino bonito, corrijo, hunky, da natação.
s



Look at this smile.
a
Poemas 41
A joke
a
A joke,
Helpless, hopeless,
In a black hole
Falling, crawling
To the end
Helpless, hopeless,
In a black hole
Falling, crawling
To the end
a
[Julho de 2010]
Apontamentos fugazes 176
Sobre o mundo sem Deus
“(…) «Mas então, como é que o homem vai viver?», pergunto-lhe eu, «sem Deus e sem a vida eterna? Nesse caso, tudo será permitido, não é?» « E não sabias disso?», diz ele.”
“ (…) A mim, é Deus que me atormenta. Só isso me atormenta. O que será se Ele não existir? E se o Rakítin tiver razão e esta ideia da humanidade for artificial? Nesse caso, se Ele não existir, o homem é o dono da terra, do universo. Magnifico! Simplesmente, como será virtuoso o homem sem Deus? (…) Agora, o que mais me espanta é as pessoas viverem sem pensarem em nada disto. Vaidade! O Ivan não tem Deus. O Ivan tem a ideia. De uma dimensão diferente da minha.”
«Os irmãos Karamázov – Volume II», Fiódor Dostoiévski, Editorial Presença, pp. 309 e 311
“(…) «Mas então, como é que o homem vai viver?», pergunto-lhe eu, «sem Deus e sem a vida eterna? Nesse caso, tudo será permitido, não é?» « E não sabias disso?», diz ele.”
“ (…) A mim, é Deus que me atormenta. Só isso me atormenta. O que será se Ele não existir? E se o Rakítin tiver razão e esta ideia da humanidade for artificial? Nesse caso, se Ele não existir, o homem é o dono da terra, do universo. Magnifico! Simplesmente, como será virtuoso o homem sem Deus? (…) Agora, o que mais me espanta é as pessoas viverem sem pensarem em nada disto. Vaidade! O Ivan não tem Deus. O Ivan tem a ideia. De uma dimensão diferente da minha.”
«Os irmãos Karamázov – Volume II», Fiódor Dostoiévski, Editorial Presença, pp. 309 e 311
a
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Pensamentos líquidos 106
Número de reclusos nos EUA
É “natural” que, num estado de direito, quem cometa uma ofensa criminal grave seja privado da sua liberdade durante um período de tempo. Foi o modo acordado para lidar com ofensas sérias aos direitos de outros. E, julgo, faz sentido. Se por um lado, há que haver um conjunto de regras que estipule o que é e não permitido a uma vida em sociedade, por outro, há que haver um modo de as tornar efectivas. Adicionalmente, quando alguém põe em perigo a vida em sociedade (e a vida de outros em particular) de um modo de tal forma grave que se considera não ser prudente deixá-lo livre, então, julgo, faz sentido, restringir as acções dessa pessoa, designadamente através da sua prisão. Mas não faz sentido encarcerar pessoas que cometem pequenos delitos só porque politicamente se querer mostrar quão duro se é contra o “crime”. E muito menos faz sentido fazer cumprir uma pena ilógica. Leiam, a este propósito, este artigo no Economist sobre o número de reclusos nos EUA. Chamo a atenção, em particular, para o primeiro parágrafo que seria hilariante de tão ridículo, se não se estivesse a falar de privar pessoas da sua liberdade física.
«IN 2000 four Americans were charged with importing lobster tails in plastic bags rather than cardboard boxes, in violation of a Honduran regulation that Honduras no longer enforces. They had fallen foul of the Lacey Act, which bars Americans from breaking foreign rules when hunting or fishing. The original intent was to prevent Americans from, say, poaching elephants in Kenya. But it has been interpreted to mean that they must abide by every footling wildlife regulation on Earth. The lobstermen had no idea they were breaking the law. Yet three of them got eight years apiece. Two are still in jail.»
É “natural” que, num estado de direito, quem cometa uma ofensa criminal grave seja privado da sua liberdade durante um período de tempo. Foi o modo acordado para lidar com ofensas sérias aos direitos de outros. E, julgo, faz sentido. Se por um lado, há que haver um conjunto de regras que estipule o que é e não permitido a uma vida em sociedade, por outro, há que haver um modo de as tornar efectivas. Adicionalmente, quando alguém põe em perigo a vida em sociedade (e a vida de outros em particular) de um modo de tal forma grave que se considera não ser prudente deixá-lo livre, então, julgo, faz sentido, restringir as acções dessa pessoa, designadamente através da sua prisão. Mas não faz sentido encarcerar pessoas que cometem pequenos delitos só porque politicamente se querer mostrar quão duro se é contra o “crime”. E muito menos faz sentido fazer cumprir uma pena ilógica. Leiam, a este propósito, este artigo no Economist sobre o número de reclusos nos EUA. Chamo a atenção, em particular, para o primeiro parágrafo que seria hilariante de tão ridículo, se não se estivesse a falar de privar pessoas da sua liberdade física.
«IN 2000 four Americans were charged with importing lobster tails in plastic bags rather than cardboard boxes, in violation of a Honduran regulation that Honduras no longer enforces. They had fallen foul of the Lacey Act, which bars Americans from breaking foreign rules when hunting or fishing. The original intent was to prevent Americans from, say, poaching elephants in Kenya. But it has been interpreted to mean that they must abide by every footling wildlife regulation on Earth. The lobstermen had no idea they were breaking the law. Yet three of them got eight years apiece. Two are still in jail.»
a
The Economist, artigo supra-referido
a
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Pensamentos líquidos
Momentos de poesia 13
"Invictus"
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Henley, 1875
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Henley, 1875
a
Poemas 40
Waiting
Waiting to hear your voice,
without making the call.
I want to be sure before knowing:
‘cos the play had started without the star.
For once, want to follow the on-going
with no fear of going too far!
Maybe mistakes are my history
for starting to stop before it begins.
Maybe this scene of curious mystery
is nothing but a movie with no means.
If I’m wrong tell me right now,
I have no time to loose in confusions.
My inventive head is twisted and bow
between reality and haze delusions.
For somebody’s sake, what am I saying?
Am I crazy or is an ordinary madness,
that keeps me aroused for this raying?
I guess it’s a path for usual sulkiness.
What? Is that really truth?
You feel like calling but it seems so strange.
The play had started without you too.
I guess now we can try to arrange.
Now I could make use of a touch,
but I don’t know what you want me to do.
Who cares? It doesn’t need to be much.
I’d love to hear you’d eager me to touch you too.
So here we are. Bed so lonely.
Keening bodies of delayed desire
ask us to show how phony
it’s been the distance holding the fire.
Oh. I know. It feels so nice.
Enjoying relief and edging pleasure.
I’m playing now with my own dice.
Finding something was lost for sure.
[Outubro de 2001]
Waiting to hear your voice,
without making the call.
I want to be sure before knowing:
‘cos the play had started without the star.
For once, want to follow the on-going
with no fear of going too far!
Maybe mistakes are my history
for starting to stop before it begins.
Maybe this scene of curious mystery
is nothing but a movie with no means.
If I’m wrong tell me right now,
I have no time to loose in confusions.
My inventive head is twisted and bow
between reality and haze delusions.
For somebody’s sake, what am I saying?
Am I crazy or is an ordinary madness,
that keeps me aroused for this raying?
I guess it’s a path for usual sulkiness.
What? Is that really truth?
You feel like calling but it seems so strange.
The play had started without you too.
I guess now we can try to arrange.
Now I could make use of a touch,
but I don’t know what you want me to do.
Who cares? It doesn’t need to be much.
I’d love to hear you’d eager me to touch you too.
So here we are. Bed so lonely.
Keening bodies of delayed desire
ask us to show how phony
it’s been the distance holding the fire.
Oh. I know. It feels so nice.
Enjoying relief and edging pleasure.
I’m playing now with my own dice.
Finding something was lost for sure.
[Outubro de 2001]
a
Homenagens 57
The nationals
Uma daquelas bandas que, por eu ser tão apegada às minhas coisas, nunca tinha ouvido com atenção. E à medida que fui ouvindo este novo álbum fiquei rendida. Podem ler aqui uma “entrevista” com os membros da banda.
E podem ver e ouvir aqui este assombro de música.
Uma daquelas bandas que, por eu ser tão apegada às minhas coisas, nunca tinha ouvido com atenção. E à medida que fui ouvindo este novo álbum fiquei rendida. Podem ler aqui uma “entrevista” com os membros da banda.
E podem ver e ouvir aqui este assombro de música.
a
[Runaway, The Nationals, High Violet]
a
Recomendações 51
Savoy Grand – The undertaking
[Accident Book, 2009]
Obrigada ao C. por me dar a conhecer quase toda a música nova que ouço!
a
Recomendações 50
Alexi Murdoch – Time without consequence
“And even breathing feels all right”
[All my days - Time without consequence]
“And even breathing feels all right”
[All my days - Time without consequence]
a
Recomendações 49
Away we go
Um filme daqueles que me agrada. Sem estardalhaços a ofuscar o importante: as discussões de duas pessoas com dúvidas, num filme que explora o não óbvio: uma relação que corre bem.
Um filme daqueles que me agrada. Sem estardalhaços a ofuscar o importante: as discussões de duas pessoas com dúvidas, num filme que explora o não óbvio: uma relação que corre bem.
Away we go (2009), by Sam Mendes
a
Apontamentos fugazes 171
And so it is. But not like I said it would be.
Estou de volta a uma cidade que não me ajudou muito. A uma cidade que me intensificou as fragilidades. Estou de volta porque aceitei voltar. Numa análise ponderada de custo-benefício.
Anyway, I am back. Com a esperança de que tudo corra melhor e faça mais sentido.
Mas, por enquanto, devo/espero escrever-vos com um sotaque diferente. Aber nur ein bisschen.
Estou de volta a uma cidade que não me ajudou muito. A uma cidade que me intensificou as fragilidades. Estou de volta porque aceitei voltar. Numa análise ponderada de custo-benefício.
Anyway, I am back. Com a esperança de que tudo corra melhor e faça mais sentido.
Mas, por enquanto, devo/espero escrever-vos com um sotaque diferente. Aber nur ein bisschen.
a
Trivialidades 221
Exaustão
Em breve vão encontrar-me assim (quer dizer, sendo eu uma mulher, com cabelo comprido, escuro, sem aliança e não me vestir assim) no meu gabinete. E eu não vou pedir desculpa. Não vou porque não tenho culpa. E até sei quem tem.
~
Em breve vão encontrar-me assim (quer dizer, sendo eu uma mulher, com cabelo comprido, escuro, sem aliança e não me vestir assim) no meu gabinete. E eu não vou pedir desculpa. Não vou porque não tenho culpa. E até sei quem tem.
~

Recomendações 48
The lobster quadrille – Franz Ferdinand
Banda Sonora de “Alice in Wonderland”, Tim Burton
Banda Sonora de “Alice in Wonderland”, Tim Burton
a
Recomendações 47
A single man
O melhor filme do ano até agora. Elegante e equilibrado, tem todas as características cinematográficas de que gosto: um argumento bom e bem trabalhado, desempenhos notáveis e uma realização fantástica.
O melhor filme do ano até agora. Elegante e equilibrado, tem todas as características cinematográficas de que gosto: um argumento bom e bem trabalhado, desempenhos notáveis e uma realização fantástica.
[A single man, de Tom Ford]
Poemas 39
All
I’ve travelled years
Without shedding a tear
To grow a lake of fire.
And yet all that was grown
Was a river of forgotten drops
To accumulate in sadness.
I’ve grown myself to me,
Severed body of aching pain
To dilute my sought essence.
And all I have are tears
Contrived of uncertainties and one failure
To know no hope remains.
[Fevereiro de 2010]
I’ve travelled years
Without shedding a tear
To grow a lake of fire.
And yet all that was grown
Was a river of forgotten drops
To accumulate in sadness.
I’ve grown myself to me,
Severed body of aching pain
To dilute my sought essence.
And all I have are tears
Contrived of uncertainties and one failure
To know no hope remains.
[Fevereiro de 2010]
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