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Trivialidades 246

Perigos nos passeios

Devia haver um sítio onde se ensinasse a transportar chapéus de chuva em segurança: estou farta de me sentir ameaçada por inúmeros chapéus de chuva em riste.

Apontamentos fugazes 221

Desdém e vergonha

Há dias em que, da baixeza das minhas falhas, sinto um imenso desdém por algumas pessoas. E não só por pessoas que começam guerras ou são violentas ou fazem mal às outras. É um desdém por pessoas que provavelmente não são muito boas nem muito más, mas agem como se devessem sempre prevalecer. Desvalorizam o tempo das outras pessoas como se não fosse tão escasso. E falam alto mesmo quando alguém começou a falar primeiro!

É um desdém arrogante. É um desdém de que me envergonho e, todavia, sinto orgulho de não me identificar com pessoas assim.

Apontamentos fugazes 212


Tipos de pessoas

Há dois tipos de pessoas: aquelas que preferem Beethoven e as outras.

Apontamentos fugazes 210


Tipos de pessoas

Há dois tipos de pessoas: aquelas que batem palmas com as mãos encaixadas e elegantes e as outras.

Trivialidades 197

Tipos de pessoas

As que tratam as pessoas por “doutor” e as outras. a

Trivialidades 177

Rafa Nadal

Eu passo um fim-de-semana grande (na Alemanha, ontem foi feriado) no meio da Schwarzwald sem internet. Não é o meu enquadramento ideal, mas para ver uma vez parece-me bem. O que não me parece bem é ficar sem saber o que aconteceu ao meu Rafazinho e chegar à uma da manhã de 2ª feira e descobrir!

Tresloucada, tentei procurar os motivos. Quando li as declarações do Rafa fiquei desarmada. Como é que alguém consegue ser tão auto-responsabilizante e honesto? Tenho, pelo Nadal, uma admiração inqualificável e sempre crescente. Mesmo depois de uma derrota na quarta ronda de Roland Garros.
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Homenagens 42

Rafael Nadal

Juro. Juro que se ele me ganha isto, vou passar a chamá-lo «o melhor jogador de ténis de todos os tempos».



Vamos Rafa! Vamos.
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Pensamentos líquidos 78

UK vs USA

Posso começar com o famoso «as sondagens valem o que valem», mas se se tiver em atenção as limitações que lhes são inerentes, podem sempre resultar em análises interessantes. E neste caso, o que é que temos? Uma avaliação das semelhanças e das diferenças entre Britânicos e Norte-Americanos em relação a temas-base, como os valores, a religião ou as acções militares. Se a hipótese nula for que a ligação que une estes dois conjuntos de estados é forte então, com esta sondagem, temos uma notável rejeição de H0.

Convido-vos a ler o artigo da Economist e a enlarge the [other] picture que contém o detalhe das perguntas feitas e das respostas recebidas. É interessantíssimo.




Agora, do que a minha experiência pode comentar, digo-vos que não há cidade alguma em que me sinta tão “livre” como em Londres. Londres é o verdadeiro melting pot dos livros de inglês do 5º ano; onde a diferença interessa pouco e muito, simultaneamente. Pouco porque, na generalidade, não levanta questões; mas muito porque as diferenças são aceites e respeitadas. Em Londres, um casal homo ou heterossexual de mão dada é só um casal de mão dada, não há mais nada a comentar (nem em São Francisco é assim, onde a sensação de ghettos, mais ou menos chiques, prevalece). Em Londres, um punk de cabelo rosa e 25 piercings é só mais uma pessoa.

Se, em Londres, confesso nem sequer ser ateia porque o ateísmo já é uma negação e eu nem sequer tenho um deus para negar, dizem talvez ser uma discussão filosófica interessante. Nos EUA, dir-me-iam «oh, my poor girl, your soul will burn in hell for that heresy».

Quando chego a Londres, apesar dos apertados controlos de segurança que roçam muitas vezes o insuportável, não me sinto uma terrorista. À entrada nos EUA, consigo imaginar pessoas a confessarem horrores que nunca cometeram só para não se sentirem tão mal por serem “estrangeiros”.

É curiosíssimo, de uma sociedade que se julga “tradicionalista”, a Inglaterra representada em Londres é do mais liberal (não gosto nada de utilizar esta palavra, mas sinceramente não me lembrei de uma melhor) que se possa conceber.

E por aqui me fico. Já escrevi demais quando, na verdade, só vos queria dar a conhecer o artigo. Mas as palavras brotam. Nestas coisas. Nestas coisas.
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Homenagens 21

Cher and Sonny – I got you babe (1965)



Cher – Shoop shoop song



Para um dia destes: dizer-vos os motivos que me fazem gostar da Cher.
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Trivialidades 96

Ciclo tipos de pessoas

As sonsas e as outras.

Trivialidades 72

Ciclo tipos de pessoas

Há dois tipos de pessoas: as vulgares e as outras.

Trivialidades 41

Tipos de pessoas

Há dois tipos de pessoas: aquelas que eu ajudaria a levantar do chão se caíssem e aquelas que não.