Trivialidades 223

Ciclo guilty pleasures

Whitney Houston
a

Apontamentos fugazes 182

Sobre as cumplicidades

«(I must confess to being as confused as I have ever been, when it comes to the subject of compatibility. I have tried to live with women who share a similar sensibility to mine, with predictably disastrous consequences, but the opposite route seems every bit as hopeless. We get together with people because they’re the same or because they’re different, and in the end with split with them for exactly the same reasons.)»

Nick Hornby, «Juliet, Naked», Pengiun, p. 65
a

Apontamentos fugazes 181

Inverso

E eu que só queria um dia de actividades fúteis.
a

Apontamentos fugazes 180

Sobre as verdades

«Existe o que quero dizer e existe a minha voz. Nem sempre o tom da minha voz corresponde ao que quero dizer e, mesmo assim, molda-o tanto como as palavras que escolho. Sou menos dono da minha própria voz do que destas palavras, indexadas em dicionários que já estavam impressos antes de eu nascer. (…) O que quero dizer também é como este livro: mundo subjectivo, existente e inexistente, sugerido pelo significado das palavras.»

«Ao longo da escrita deste livro que estás a ler, tenho sentido que gostaria de poder fazer o mesmo com o que eu sei. No campo, num fim de tarde, estender esse conhecimento no ar, em pazadas, e assim separar aquilo que apenas presumo daquilo que foi mesmo. Por mais efeito que possa ter aquilo que presumo, é aquilo que foi mesmo que chega ao lagar, que alimenta. Aquilo que foi mesmo não é necessariamente aquilo que aconteceu. É algo muito mais importante, é a verdade. Sim, já sei, o que é a verdade? Sim, já sei, não sei.
Peço-te desculpa por este comentário, folhinha. Sem tristeza, por favor. Não o leves a mal, folha de oliveira. Precisei de fazê-lo para, depois, ser capaz de o esquecer.»

José Luís Peixoto, «Livro», Quetzal, pp. 235 e 241

Apontamentos fugazes 179

Sobre a importância da literatura

Obrigada.

«Mas tu ainda estás aí, olá, eu ainda estou aqui e não poderia ir-me embora sem te agradecer. Aí e aqui ainda é o mesmo lugar. Sinto-me grato por essa certeza simples. A paisagem, mundo de objectos, apenas ganhará realidade quando deixarmos estas palavras. Até lá, temos a cabeça submersa neste tempo sem relógios, sem dias de calendário, sem estações, sem idade, sem agosto, este tempo encadernado. As tuas mãos seguram este livro e, no entanto, nas tuas mãos, é manhã. Nas tuas mãos, a minha mãe, o Ilídio e o Cosme estão no andar de cima, ouve-se os passos, as cadeiras a serem arrastadas. Nas tuas mãos a vila descansa e Paris é tão longe. Às vezes, penso em ti sem te dizer. Mesmo esses pensamentos invisíveis estão agora nas tuas mãos. Seguras o meu nome. Este livro que estás a ler e que estou a escrever, onde estamos, é exactamente o mesmo que a minha mãe me pousou nas mãos, como na primeira frase. Também esse livro era este. O início também é agora. O amanhecer apenas se distingue do anoitecer por aquilo que o antecedeu e pela sucessão que lhe imaginamos, o antes e o depois. Agradeço-te por teres aceitado que este livro se transformasse em ti e pela generosidade de te teres transformado nele, agradeço-te pela claridade que entra por esta janela e por tudo aquilo que me constitui, agradeço-te por me teres deixado existir, agradeço-te por me teres trazido à última página e por seguires comigo até à última palavra. Sim, tu e eu sabemos, isto: . Insignificância, pedaço de nada, interior da letra ó. Mas isso será daqui a pouco. Por enquanto, aproveitemos, ainda estamos aqui.»

José Luís Peixoto, «Livro», Quetzal, pp. 262, 263

É isto. Percebem agora?
a

Pensamentos líquidos 107

The National – concert in Germany

There is nothing like the arts. Nothing. There is nothing like the excitement of understanding oneself better through a creative search for truth.

Music in particular is a very genuine type of art. And I have been missing my music like hell. I have been missing being in a concert with all my cells jumping wildly with the feeling of finally having found something worthwhile getting uneasy for.

It is a different feeling to attend a concert in Germany (in Frankfurt?). Ironically, everything looks less organic. I still remember being terribly happy when I couldn’t breathe for three songs during my first Muse concert. Surely that wouldn’t happen in Frankfurt. Fair enough. But I must say I am still amazed of how still, not interactive, a crowd can be with a band they actually like. The National.

I started my ‘The National’ craving not so long ago. But I started it steadily and am now convinced of how much I like them. I could try to explain how the concert I went to see last Thursday worked out. I could try to explain you how I can hear my own voice in the bits I recorded. I could try to tell you all that, but I would be missing the most important. No matter the surprise of being almost the only one singing or jumping, I would be understating how good the concert was.

I could try to tell you lots of things. I choose to tell I enjoyed the concert very much. I choose to tell you it was so nice to get back again together with arts authenticity. And I choose to show you the following.



video

Runaway

video



Vanderlyle crybaby geeks


Well. Interactive or not, I still want to attend concerts in Germany. Even if I feel a bit marginalised in their way of eating up the thrill for art.

But you know. It is that feeling of smiling through tears because you found something. Something worthwhile getting vulnerable for.
a

Apontamentos fugazes 178

Não tenho escrito. Por preguiça, talvez por cansaço. Mas acima de tudo por indiferença e acomodação. Quero outra vez a inquietude.
a

Trivialidades 222

Camille Lacourt

O novo menino bonito, corrijo, hunky, da natação.
s


Look at this smile.
a

Apontamentos fugazes 177

But I didn’t see that the joke was on me.
a

Poemas 41

A joke
a
A joke,
Helpless, hopeless,
In a black hole
Falling, crawling
To the end
a
[Julho de 2010]

Apontamentos fugazes 176

Sobre o mundo sem Deus

“(…) «Mas então, como é que o homem vai viver?», pergunto-lhe eu, «sem Deus e sem a vida eterna? Nesse caso, tudo será permitido, não é?» « E não sabias disso?», diz ele.”

“ (…) A mim, é Deus que me atormenta. Só isso me atormenta. O que será se Ele não existir? E se o Rakítin tiver razão e esta ideia da humanidade for artificial? Nesse caso, se Ele não existir, o homem é o dono da terra, do universo. Magnifico! Simplesmente, como será virtuoso o homem sem Deus? (…) Agora, o que mais me espanta é as pessoas viverem sem pensarem em nada disto. Vaidade! O Ivan não tem Deus. O Ivan tem a ideia. De uma dimensão diferente da minha.”

«Os irmãos Karamázov – Volume II», Fiódor Dostoiévski, Editorial Presença, pp. 309 e 311
a

Pensamentos líquidos 106

Número de reclusos nos EUA

É “natural” que, num estado de direito, quem cometa uma ofensa criminal grave seja privado da sua liberdade durante um período de tempo. Foi o modo acordado para lidar com ofensas sérias aos direitos de outros. E, julgo, faz sentido. Se por um lado, há que haver um conjunto de regras que estipule o que é e não permitido a uma vida em sociedade, por outro, há que haver um modo de as tornar efectivas. Adicionalmente, quando alguém põe em perigo a vida em sociedade (e a vida de outros em particular) de um modo de tal forma grave que se considera não ser prudente deixá-lo livre, então, julgo, faz sentido, restringir as acções dessa pessoa, designadamente através da sua prisão. Mas não faz sentido encarcerar pessoas que cometem pequenos delitos só porque politicamente se querer mostrar quão duro se é contra o “crime”. E muito menos faz sentido fazer cumprir uma pena ilógica. Leiam, a este propósito, este artigo no Economist sobre o número de reclusos nos EUA. Chamo a atenção, em particular, para o primeiro parágrafo que seria hilariante de tão ridículo, se não se estivesse a falar de privar pessoas da sua liberdade física.


«IN 2000 four Americans were charged with importing lobster tails in plastic bags rather than cardboard boxes, in violation of a Honduran regulation that Honduras no longer enforces. They had fallen foul of the Lacey Act, which bars Americans from breaking foreign rules when hunting or fishing. The original intent was to prevent Americans from, say, poaching elephants in Kenya. But it has been interpreted to mean that they must abide by every footling wildlife regulation on Earth. The lobstermen had no idea they were breaking the law. Yet three of them got eight years apiece. Two are still in jail.»
a
The Economist, artigo supra-referido
a

Apontamentos fugazes 174

Quero tanto escrever. O mundo todo nas minhas palavras.
a

Apontamentos fugazes 173

Tenho-te a ti e quero todo o resto.
a

Momentos de poesia 13

"Invictus"

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Henley, 1875
a

Poemas 40

Waiting

Waiting to hear your voice,
without making the call.

I want to be sure before knowing:
‘cos the play had started without the star.
For once, want to follow the on-going
with no fear of going too far!

Maybe mistakes are my history
for starting to stop before it begins.
Maybe this scene of curious mystery
is nothing but a movie with no means.

If I’m wrong tell me right now,
I have no time to loose in confusions.
My inventive head is twisted and bow
between reality and haze delusions.

For somebody’s sake, what am I saying?
Am I crazy or is an ordinary madness,
that keeps me aroused for this raying?
I guess it’s a path for usual sulkiness.

What? Is that really truth?
You feel like calling but it seems so strange.
The play had started without you too.
I guess now we can try to arrange.

Now I could make use of a touch,
but I don’t know what you want me to do.
Who cares? It doesn’t need to be much.
I’d love to hear you’d eager me to touch you too.

So here we are. Bed so lonely.
Keening bodies of delayed desire
ask us to show how phony
it’s been the distance holding the fire.

Oh. I know. It feels so nice.
Enjoying relief and edging pleasure.
I’m playing now with my own dice.
Finding something was lost for sure.

[Outubro de 2001]
a

Homenagens 57

The nationals

Uma daquelas bandas que, por eu ser tão apegada às minhas coisas, nunca tinha ouvido com atenção. E à medida que fui ouvindo este novo álbum fiquei rendida. Podem ler aqui uma “entrevista” com os membros da banda.

E podem ver e ouvir aqui este assombro de música.

a
[Runaway, The Nationals, High Violet]
a

Apontamentos fugazes 172

Messy little mind of mine
Where to should I look
To be able to find

Me?
a

Recomendações 51

Savoy Grand – The undertaking



[Accident Book, 2009]


Obrigada ao C. por me dar a conhecer quase toda a música nova que ouço!
a

Recomendações 50

Alexi Murdoch – Time without consequence




“And even breathing feels all right”

[All my days - Time without consequence]
a

Recomendações 49

Away we go

Um filme daqueles que me agrada. Sem estardalhaços a ofuscar o importante: as discussões de duas pessoas com dúvidas, num filme que explora o não óbvio: uma relação que corre bem.



Away we go (2009), by Sam Mendes
a

Apontamentos fugazes 171

And so it is. But not like I said it would be.

Estou de volta a uma cidade que não me ajudou muito. A uma cidade que me intensificou as fragilidades. Estou de volta porque aceitei voltar. Numa análise ponderada de custo-benefício.

Anyway, I am back.
Com a esperança de que tudo corra melhor e faça mais sentido.

Mas, por enquanto, devo/espero escrever-vos com um sotaque diferente. Aber nur ein bisschen.
a

Apontamentos fugazes 170

Preciso de escrever… novamente.
a

Fechado para...

... FÉEEEEERIAAAAAS!!!
A

Trivialidades 221

Exaustão

Em breve vão encontrar-me assim (quer dizer, sendo eu uma mulher, com cabelo comprido, escuro, sem aliança e não me vestir assim) no meu gabinete. E eu não vou pedir desculpa. Não vou porque não tenho culpa. E até sei quem tem.
~

Recomendações 48

The lobster quadrille – Franz Ferdinand




Banda Sonora de “Alice in Wonderland”, Tim Burton
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Recomendações 47

A single man

O melhor filme do ano até agora. Elegante e equilibrado, tem todas as características cinematográficas de que gosto: um argumento bom e bem trabalhado, desempenhos notáveis e uma realização fantástica.




[A single man, de Tom Ford]

Poemas 39

All

I’ve travelled years
Without shedding a tear
To grow a lake of fire.

And yet all that was grown
Was a river of forgotten drops
To accumulate in sadness.

I’ve grown myself to me,
Severed body of aching pain
To dilute my sought essence.

And all I have are tears
Contrived of uncertainties and one failure
To know no hope remains.

[Fevereiro de 2010]

Recomendações 46

Bright Star




[Bright star, 2009, Jane Campion]


Bright Star

Bright star, would I were stedfast as thou art—
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.

John Keats

Trivialidades 220

Que curioso

Sonhei, durante a última noite, que estava a dançar com o Eddie Vedder!
a

Pensamentos líquidos 105

Dalai Lama e Obama

Ao contrário do que já aconteceu em Portugal, com a solução estranha de Sampaio, Obama vai mesmo receber, na Casa Branca, o Dalai Lama. Pode ser simbólico, mas é importante e não é cobarde. É uma iniciativa que não esquece que o Tibete foi invadido pela China. Independentemente de ter um líder religioso, o que é discutível. Mas a verdade, verdade, é que era uma nação independente e pacífica, com um líder aceite pela população. E, muito sinceramente, alguém com uma filosofia de vida correcta e respeitadora.
a
Fico muito satisfeita com este encontro: é simbólico, sim, mas é uma esperança.
a
a

Melhores temas de sempre 5

Street spirit (fade out), Radiohead

Passei o dia a trabalhar, mas pelo menos foi ao som deles.



Obrigada S., fui revisitar o DVD com pinta.

PS. Que giro, isto foi um single. (Já) Não tinha noção.
a

Trivialidades 219

Eu, o meu computador e o Word

Passei parte do fim-de-semana a trabalhar. E só passei parte porque não me consegui forçar a trabalhar o resto do tempo. Um dos textos em que trabalhei, em track changes, é para enviar a uma Task-Force da qual faço parte.

Ora, se se recordam, as alterações no Word ficam “assinadas” com o nome do utilizador que as escreveu. E o meu utilizador no portátil é “Ritinha”. Os meus colegas vão saber que foi a “Ritinha” a escrever aqueles textos. Felizmente só um fala português…
a

Melhores temas de sempre 4

All apologies, Nirvana




[All apologies, MTV Unplugged, 1993]

Apontamentos fugazes 169

On my way to London

Shouldn't we always have London?
a

Trivialidades 218

Um sub-título à Eça


Quando é que normal deixa de o ser?

Uma história de sinais
s

Trivialidades 217

Ciclo guilty pleasures

Ver séries de ficção em série
a

Trivialidades 216

Em repeat: a minha simpatia por cabaret




["Be Italian", Fergie em Nine, de Rob Marshall]
a

Apontamentos fugazes 168

Subviversobre

Sobreviver significa, entre outros coisas mais figurativas, subsistir em condições mínimas. Aceito que significa também continuar a viver após outrem ter morrido. Mas a verdade é que sobreviver é um estado inferior de vida; é uma pré-condição a viver, ou seja, é um sub-viver, é um subviver!

Tudo isto para dizer que sobreviver se deveria escrever subviver.
a

Trivialidades 215

Como quando em criança

tinha medo de sair de casa de chinelos, agora tenho pânico de sair de uma casa de banho pública com a saia ou o vestido presos na roupa interior.
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Apontamentos fugazes 167

Fundamentalismo religioso mascarado de simpatia

A idiotice em vídeo: aparentemente este senhor acha que a fé cristã salvará Tiger Woods. Um must see que dá simultaneamente vontade de rir e chorar.

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Apontamentos fugazes 166

I feel the need.
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Melhores temas de sempre 3

Invincible, Muse

Quando comecei esta “rubrica” não foi com intenção de dissertar sobre cada um dos temas.

No entanto, ouvir o Invincible traz-me lágrimas aos olhos pelo que podia ter significado e nunca foi. Da minha voz, como fou, a gritar a verdade que não pode mais ser dita: there is no one like you in the universe. A verdade partilhada e gritada em uníssono para mim também.

E culminar com a certeza impossível de conhecer um sentido: o sentido. E esse ser mais importante e verdadeiro do que tudo o resto.

I wish we could have once said that one night, together, we were invincible. I wish we had been. Perfect for each other: together. As the truth, sang in perfect harmony.



[Invincible, Muse, álbum Black Holes and Revelations]
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Apontamentos fugazes 165

Coisas agradáveis na vida

«como pudeste imaginar que te entregava o que ganhei a roer ossos, o notário decidiu-se por fim chamando o ajudante, a quem prometi o lameiro também, para servir de testemunha e aplicou os carimbos comigo a invejá-lo porque se existem três coisas agradáveis na vida são cortar folhas pelo picotado, esmagar entre o polegar e o indicador num estalinho cujo som me exalta as bolhas de plástico com que se protegem os cálices nos caixotes e o acto de carimbar, volúpia sublime por se decompor em diversas fases, primeira humedecer o carimbo na almofada de tinta, segunda esmurrá-lo contra o papel numa energia feroz e por último a contemplação, ia escrever feliz e escrevo feliz, a contemplação feliz da obra acabada, o pedaço de carne que sobrar depois das hipotecas e das dívidas(…)»


«Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar», António Lobo Antunes, D. Quixote, pp. 37
a

Apontamentos fugazes 164

Alucinação de Wittgenstein

Tenho coisas para dizer. Não tenho coisas para dizer. Tenho coisas presas na minha cabeça. Não as sei libertar. Tenho coisas para dizer e desconheço a linguagem.

Tenho coisas para dizer e não as sei encontrar. Tenho frases misturadas de uma sintaxe incerta e incoerente. E elas escapam para dentro.

Não tenho coisas para dizer porque não as sei dizer.

E, no entanto, tenho coisas para dizer.
a

Melhores temas de sempre 2

Black, Pearl Jam


All the love gone bad turned my world to black [onde é que eu já vi isto?]



I know someday you’ll have a beautiful life
I know you will be a sun in somebody else’s sky

But why, why, can’t it be mine?

Apontamentos fugazes 163

Vocações falhadas

Acho que poderia ter sido uma organizadora de eventos de sucesso.
a

Recomendações 45

Ágora

Um filme muito interessante de um realizador de quem gosto.


Hypatia: “You cannot question what you believe. I must”.



Ágora de Alejandro Amenábar, trailer
a

Melhores temas de sempre 1

Creep, Radiohead

Plagiada de uma iniciativa de amigos, organizei uma colectânea das “25 melhores músicas de sempre”. Tenho-me levado à loucura da escolha porque 25 é uma selecção muito restritiva e há um conjunto reduzido de bandas que, por si, preencheriam todos os lugares. Anyway, horas e dias e semanas de re-audições de discografias inteiras: finalizei há momentos a minha escolha. E vou mostrar-vos aos bocadinhos qual é.

E só poderia começar assim. O expoente da desadequação, da beleza estética e da "verdade" artística.

I wish I was special/…/ but I’m a creep/ I’m a weirdo/ what the hell am I doing here/ I don’t belong here

I don’t care if it hurts/ I wanna have control/ I want a perfect body/ I want a perfect soul


Creep, Radiohead, Pablo honey, 1993

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