Homenagens 60

Rafael Nadal



the one and only - even if not today's Australian Champion.

Poemas 44

I go

You call me and I go
Against my best judgment
You call me and I go
In an urge I can’t control

I drift around
For you to find me
When I should be
Escaping from your curse

You call me and I go
Into that dark place
Where we make sense

You call me and I go
And yet I’m all alone

[Dezembro de 2011]

Melhores temas de sempre 10

Poses – Rufus Wainwright




Poses – live, from Poses, 2001

Apontamentos fugazes 202

Business trip, long day. I come home and guess what? Instead of checking the Australian Open's results, I first check if Draghi's introductory statement to the Parliament suffered changes to what I wrote. Massive compensation phenomenon.

Apontamentos fugazes 201

A - Do you think I'm nuts?
W - No. But I'm not too sure you have two feet on the ground either.
A - You mean... some people do?!

É exactamente isto...

Ally McBeal, "One hundred tears away"

Apontamentos fugazes 200

Why can't I have it easy, just once in a while?

Trivialidades 235

I'm a girl who likes to have her own tools.

Micro-teorias e falácias 9

A esperança é um sentimento pernicioso.

Recomendações 61

Melancholia - o filme das inevitabilidades

Vejo Melancholia como um filme de inevitabilidades, mas não como um filme de clichés. E há um grande diferença entre os dois conceitos.

Melancholia é um filme que explora sentimentos individuais, em particular, a dor e o egoísmo de uma forma brilhante. Mas que os aceita como quase inevitáveis. Há quem magoe porque quer, há quem magoe porque é egoísta, há quem magoe porque não sabe fazer melhor... Mas há sempre quem magoa. E há também quem é magoado e que acaba por magoar outros. E há a dor, sempre a dor.

E é também o filme que analisa a reacção dos indivíduos à inevitabilidade. Desde logo, à inevitabilidade de os outros esperarem algo de cada um de nós. Mas também a reacção do indivíduo à inevitabilidade de algo maior, de algo incontornável. Há aqueles que aceitam, há aqueles que desistem e há aqueles que, apesar de saberem a inevitabilidade, decidem lutar.

Mas Melancholia não é um filme para todos os dias. É que enche o ar de uma densidade que assusta. E, ainda assim, é um filme over-rated.


[Melancholia, Lars von Trier]

Poemas 43

Awareness

I don’t know if you are aware
but I feel in total, deep despair
my lungs are running out of air
and I haven’t the strength to dare.

I have tried to tell someone
how my blood is getting thick
how my body is turning sick
and no action ever done.

I have tried quite sadly
but it’s always the same anguish
like escaping from an ambush...

So, I need to get rid of the evidence
that lingered of this happenstance
of needing you so badly.

[Novembro de 2004]

Melhores temas de sempre 9

Nocturno op. 27, no. 2 – Chopin





[Por Nikolai Lugansky]

Apontamentos fugazes 199

I’ve been thinking about you

So how can you sleep?





[Thinking about you, Pablo Honey, Radiohead]

Recomendações 60

Noah Gundersen

A excitação de encontrar artistas que ainda não se conhece e sentir aquele êxtase. Aconteceu há muito pouco tempo novamente. E é inigualável. Este rapaz - Noah Gundersen – é um compositor fantástico e tem dois EP verdadeiramente deliciosos. De uma pureza muito atípica. Recomendo.




[Family, Noah Gundersen, Family, 2011]


[David, Noah Gundersen, Family, 2011]


Obrigada C! Nunca teria encontrado o Noah de outro modo.

Pensamentos líquidos 109

Os 100 melhores livros de sempre

Quando era mais nova, sentia por vezes uma angústia enorme ao consciencializar que, por escassez de tempo, nunca poderia ler todos os livros que quisesse. A angústia foi-se dissipando, mas penso frequentemente que posso estar a deixar escapar livros importantes. E, por isso, de tempos a tempos, olho novamente para a lista de prémios Nobel ou pesquiso listas de melhores livros de sempre. Acabo, quase sempre, ligeiramente desiludida porque as listas não me agradam.


Todavia, não há muito tempo, encontrei uma lista dos 100 melhores livros de sempre, elaborada pelo The Guardiam em 2002.


Esta lista é relativamente especial porque não é limitada em períodos ou línguas e foi preparada a partir da opinião de escritores de todo o mundo. E, numa perspectiva mais egoísta, porque contém vários autores e títulos que estariam na minha lista pessoal. Desde logo, tem vários romances de Dostoyevsky, de entre os quais “O idiota”, um dos meus livros de eleição. De entre os russos, apresenta ainda Tolstoy, Gogol e Tchékov. Não negligencia Ulisses, de James Joyce, por muitos considerado o melhor livro de todos os tempos e uma lacuna pessoal. Ainda Stendhal, Proust, Camus, entre outros franceses; Jorge Luis Borges, Gabriel Garcia Marquez; Edgar Allen Poe, Hemingway, Walt Whitman; Thomas Mann; Kafka; Shakespeare; Cervantes; Homero, Virgilio…


Sim, muitos destes nomes chamam muito a atenção. Chamam muito também a minha atenção. Mas talvez o que tornou a lista ainda mais especial, foi um nome em particular, que não costuma constar de listas assim. E esse nome é Pessoa, um dos meus poetas preferidos. A obra em causa é o Livro do Desassossego, na verdade assinado pelo semi-heterónimo Bernardo Soares, e segundo alguns, parcialmente escrito por Pessoa ortónimo. Infelizmente, nunca escrevi realmente sobre o Livro do Desassossego, nada mais do que isto. E culpo-me.

Mas, acima de tudo, o importante é que Fernando Pessoa está na lista. Ele foi/é um escritor fantástico e vê-lo numa listas destas deixa-me regozijar de contentamento.


O reconhecimento deveria ser só uma justa consequência.

Recomendações 59

Californication

Just a flavour




[Californication, excerpts from season 3]

Trivialidades 234

Climbing up the walls...

Trivialidades 233

Sonhos

O que é que significa mesmo sonhar com uma bebé recém-nascida que fala e tem uma tatuagem?

Homenagens 59

Ludwig van Beethoven

Acho que me tinha esquecido como o segundo andamento da 7ª Sinfonia de Beethoven é lindíssimo.




Beethoven, Allegretto, 2º andamento, 7ª Sinfonia, 1811-12

Apontamentos fugazes 198

Literature

«But what can a man who wrote literature all his life do? How can he escape the arcana of style? How, with what instruments, can you cloak the page with a pure confession, freed from the prison cell of artistic convention? Let me collect myself and have the courage to admit it: you can’t. I’ve known this from the beginning but, in my cornered animal cunning, I concealed my game, my stake, my bet from your gaze. Because, finally, I staked my life on literature. (…) But there is a place in the world where the impossible is possible, namely in fiction, that is, literature. (…) But then I, too, am a character, and I can’t stop myself from bursting with joy. Because characters never die, they live each time their world is “read”. (…) Thus, my wager and my hope.»


Mircea Cărtărescu, «Nostalgia», New Directions 2005, p. 22

Trivialidades 232

Ich brauche etwas.

Recomendações 58

The Black Keys



[Oceans and Streams, do álbum Attack and Release, The Black Keys, live]

Trivialidades 231

Lembrete

Deixar de andar na rua a pensar nas coisas que acontecem: é que não é fácil as pessoas perceberem por que é que alguém ri sozinha, canta sozinha, se entristece sozinha ou faz caretas quando não há crianças à volta…

Apontamentos fugazes 198

30

Como é que eu ter acabado de fazer 30 anos é tão absurdo, se 2011 menos 1981 é evidentemente igual a 30?

Covers melhores do que o original 4

Where is my mind



Original de Pixies



Versão de Placebo (aqui com Frank Black, himself)


Apontamentos fugazes 197

Reincidências



Hoje apeteceu-me muito escrever

«(...) Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer
justiça

E foi então que percebi que já o havia escrito anos antes, exactamente aqui.

Some things never change, do they?

Trivialidades 230

O ibuprofeno é uma invenção fantástica.

Recomendações 57

Um concerto dos Red Hot Chili Peppers

A minha noite de ontem!




[Californication, Festhalle, Frankfurt, October 2011]

Melhores temas de sempre 8

Lover, you should’ve come over – Jeff Buckley





Lover, you should’ve come over – live version, Grace, 1994