“(…) «Mas então, como é que o homem vai viver?», pergunto-lhe eu, «sem Deus e sem a vida eterna? Nesse caso, tudo será permitido, não é?» « E não sabias disso?», diz ele.”
“ (…) A mim, é Deus que me atormenta. Só isso me atormenta. O que será se Ele não existir? E se o Rakítin tiver razão e esta ideia da humanidade for artificial? Nesse caso, se Ele não existir, o homem é o dono da terra, do universo. Magnifico! Simplesmente, como será virtuoso o homem sem Deus? (…) Agora, o que mais me espanta é as pessoas viverem sem pensarem em nada disto. Vaidade! O Ivan não tem Deus. O Ivan tem a ideia. De uma dimensão diferente da minha.”
«Os irmãos Karamázov – Volume II», Fiódor Dostoiévski, Editorial Presença, pp. 309 e 311
É “natural” que, num estado de direito, quem cometa uma ofensa criminal grave seja privado da sua liberdade durante um período de tempo. Foi o modo acordado para lidar com ofensas sérias aos direitos de outros. E, julgo, faz sentido. Se por um lado, há que haver um conjunto de regras que estipule o que é e não permitido a uma vida em sociedade, por outro, há que haver um modo de as tornar efectivas. Adicionalmente, quando alguém põe em perigo a vida em sociedade (e a vida de outros em particular) de um modo de tal forma grave que se considera não ser prudente deixá-lo livre, então, julgo, faz sentido, restringir as acções dessa pessoa, designadamente através da sua prisão. Mas não faz sentido encarcerar pessoas que cometem pequenos delitos só porque politicamente se querer mostrar quão duro se é contra o “crime”. E muito menos faz sentido fazer cumprir uma pena ilógica. Leiam, a este propósito, este artigo no Economist sobre o número de reclusos nos EUA. Chamo a atenção, em particular, para o primeiro parágrafo que seria hilariante de tão ridículo, se não se estivesse a falar de privar pessoas da sua liberdade física.
«IN 2000 four Americans were charged with importing lobster tails in plastic bags rather than cardboard boxes, in violation of a Honduran regulation that Honduras no longer enforces. They had fallen foul of the Lacey Act, which bars Americans from breaking foreign rules when hunting or fishing. The original intent was to prevent Americans from, say, poaching elephants in Kenya. But it has been interpreted to mean that they must abide by every footling wildlife regulation on Earth. The lobstermen had no idea they were breaking the law. Yet three of them got eight years apiece. Two are still in jail.»
Waiting to hear your voice, without making the call.
I want to be sure before knowing: ‘cos the play had started without the star. For once, want to follow the on-going with no fear of going too far!
Maybe mistakes are my history for starting to stop before it begins. Maybe this scene of curious mystery is nothing but a movie with no means.
If I’m wrong tell me right now, I have no time to loose in confusions. My inventive head is twisted and bow between reality and haze delusions.
For somebody’s sake, what am I saying? Am I crazy or is an ordinary madness, that keeps me aroused for this raying? I guess it’s a path for usual sulkiness.
What? Is that really truth? You feel like calling but it seems so strange. The play had started without you too. I guess now we can try to arrange.
Now I could make use of a touch, but I don’t know what you want me to do. Who cares? It doesn’t need to be much. I’d love to hear you’d eager me to touch you too.
So here we are. Bed so lonely. Keening bodies of delayed desire ask us to show how phony it’s been the distance holding the fire.
Oh. I know. It feels so nice. Enjoying relief and edging pleasure. I’m playing now with my own dice. Finding something was lost for sure.
Uma daquelas bandas que, por eu ser tão apegada às minhas coisas, nunca tinha ouvido com atenção. E à medida que fui ouvindo este novo álbum fiquei rendida. Podem ler aqui uma “entrevista” com os membros da banda.
Um filme daqueles que me agrada. Sem estardalhaços a ofuscar o importante: as discussões de duas pessoas com dúvidas, num filme que explora o não óbvio: uma relação que corre bem.
Estou de volta a uma cidade que não me ajudou muito. A uma cidade que me intensificou as fragilidades. Estou de volta porque aceitei voltar. Numa análise ponderada de custo-benefício. Anyway, I am back. Com a esperança de que tudo corra melhor e faça mais sentido.
Mas, por enquanto, devo/espero escrever-vos com um sotaque diferente. Aber nur ein bisschen.
Em breve vão encontrar-me assim (quer dizer, sendo eu uma mulher, com cabelo comprido, escuro, sem aliança e não me vestir assim) no meu gabinete. E eu não vou pedir desculpa. Não vou porque não tenho culpa. E até sei quem tem. ~
O melhor filme do ano até agora. Elegante e equilibrado, tem todas as características cinematográficas de que gosto: um argumento bom e bem trabalhado, desempenhos notáveis e uma realização fantástica.
Bright star, would I were stedfast as thou art—
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.
Ao contrário do que já aconteceu em Portugal, com a solução estranha de Sampaio, Obama vai mesmo receber, na Casa Branca, o Dalai Lama. Pode ser simbólico, mas é importante e não é cobarde. É uma iniciativa que não esquece que o Tibete foi invadido pela China. Independentemente de ter um líder religioso, o que é discutível. Mas a verdade, verdade, é que era uma nação independente e pacífica, com um líder aceite pela população. E, muito sinceramente, alguém com uma filosofia de vida correcta e respeitadora.
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Fico muito satisfeita com este encontro: é simbólico, sim, mas é uma esperança.
Passei parte do fim-de-semana a trabalhar. E só passei parte porque não me consegui forçar a trabalhar o resto do tempo. Um dos textos em que trabalhei, em track changes, é para enviar a uma Task-Force da qual faço parte.
Ora, se se recordam, as alterações no Word ficam “assinadas” com o nome do utilizador que as escreveu. E o meu utilizador no portátil é “Ritinha”. Os meus colegas vão saber que foi a “Ritinha” a escrever aqueles textos. Felizmente só um fala português… a