Trivialidades 159

Vamos pensar em conjunto

papilas

pa – pilas

p’a – pilas

… não preciso de continuar a divisão silábica, pois não?
a

Trivialidades 158

Se eu fosse…

um sabor de gelado



um Super-herói



uma frase de engate

Apontamentos fugazes 102

Não há aconchego como o do edredão.
a

Apontamentos fugazes 101

Reminiscências de feminismo

« The men worked fifty, sixty, even seventy or more hours a week; the women worked all the time, (…)»

Philip Roth, «The plot against America», Vintage, pp. 3

Trivialidades 157

Já não está entre nós

Tenham cuidado quando utilizam a expressão. Pensa-se imediatamente que a pessoa faleceu… e com a brincadeira acabei de pesquisar no google o que tinha acontecido com o Cunego. Não tem graça. Não tem graça.
a

Poemas 27

Quero estar com quem não conheço

Estiveste perto de mim
E agora estou só
Neste frio da cama
Neste quente da cama
No aconchego triste
Que não soube fazer
Que não sabe esperar
Que chora sem lágrimas
Não tem que as secar
Eventualmente dorme
Sem convicção
Neste frio da cama
Neste quente da cama
Sozinho
Indelicado
Alheio
Que retira a vaidade
Das conquistas efémeras
E acorda a saudade
De ti
Neste frio da cama
Neste quente da cama
No aconchego incoerente
Que não soube existir
Que não sabe quem és
E que me ajuda a dormir
Neste frio da cama
Neste quente da cama
E depois me acorda
E recorda a visão
Que desvanecendo
Se arrasta
Por este frio da cama
Por este quente da cama
Que já me alertou
Que o aconchego que tem
É triste e doce
E não sabe a verdade
Da pessoa que trouxe???

[Maio de 2004]

Trivialidades 156

A arbitragem na Bielorússia

Sim, sim, eu sei. Este deve ser o vídeo mais postado de hoje, mas não resisto… eheheh



E já agora uma pergunta que me assola… ele está grávido ou tem problemas de rins?
a

Poemas 26

Chave

Será que na fechadura ainda cabe uma chave
ou estarei destinada a uma porta que não abre,
no torpor que me tolhe os movimentos lentos,
na incerteza dúbia de temores violentos;
durmo e acordo sem saber o que fazer
choro mas não choro com receio de escolher,
na fraqueza e cobardia de ter medo de errar
sem fazer esforço demasiado sequer para acertar.

[Julho de 2002]

Trivialidades 155

Trânsito e etiqueta

Tenho uma questão…
Se, quando se conduz, só se deve tirar a mão do volante para pôr mudanças, o que se faz quando alguém a conduzir precisa de se assoar? Ou tapar a boca enquanto tosse?
a

Recomendações 27

Foge foge bandido



O grande Manel Cruz, na sua experiência a solo “foge foge bandido”, que está à venda online: 2 CDs num livrinho.

Apontamentos fugazes 100

Uma anédoque é uma sinédoque feita por mim!
a

Trivialidades 154

Don't cry for Louie



Para um dos meus comentadores mais assíduos ;-)

Trivialidades 153

Master

Sabem aqueles interruptores que normalmente existem (visíveis) nos quartos de hotel e que ligam/desligam a electricidade do quarto? Aqueles cujo objectivo é garantir que se minimiza o desperdício de electricidade. Normalmente são denominados “master”.

Cada vez que entro num quarto com um desses interruptores, na minha cabeça ouve-se

Homenagens 33

Liza Minnelli’s Cabaret

Pensamentos líquidos 88

The ECB – Ten years on, beware a porcine plot

«(…)The performance of these countries [Mediterranean quartet of Portugal, Italy, Greece and Spain] has by no means been the same. In recent years France has grown modestly, Greece and Spain have boomed, but Portugal and Italy have been stagnant. Yet in broad terms, all have been misled by a similar fallacy. This was that they could make strenuous efforts to qualify for the Euro, slashing spending costs and holding down wages and other costs, and then relax as soon as they got in. in effect, the Mediterranean group (…) treated the adoption of the Euro as the end of their reforms when it should have been only the start.

From the Economist’s printed version, June7th
a

Trivialidades 152

O teclado é uma coisa suja

Venho de Londres. Curso de dois dias, viagem no dia seguinte, vou trabalhar, aparecem-me dois prazos que eu não conhecia e um deles para esse dia. Um dia normal, portanto. Saio tarde. Estou cansada. Uma viagem. Um trabalho sob pressão.

Chego a casa e percebo que me tinha esquecido de fruto fora do frigorífico. Não estava em bom estado. Seriam 8.30, talvez já perto das nove? Percebo que a cozinha precisa de uma limpeza. Raios. Dou por mim a descongelar o congelador. Fenómeno sempre penoso. O chão da cozinha inundado, eu com pedaços de gelados espalhadas pelo corpo. Bolas. São já dez e tal. Mas a casa de banho. A casa de banho parece-me suja. Não consigo parar. Tenho que lavar também a casa de banho. E aspirar. Aspirar. O chão tem pó. Estou, de certeza a ver pó. É pó. Lavo a casa de banho, arrumo roupa de duas viagens. Onze e tal, já muito perto da meia-noite. Mas tenho que aspirar. Há pó.

E decido aspirar. O resto. Porque já tinha aspirado os espaços que tinha lavado…

Chego perto do portátil. Que treta. Os teclados são coisas tão sujas. Vou aspirá-lo também. E foi aqui que, depois de ter um dia de trabalhos profissionais, domésticos e afins, por demais cansativo, aspirei o “j”.

ASPIREI O “J”!

E só houve uma solução. Acabar o dia (ou começar o seguinte) a chafurdar no saco do lixo à procura do “j”. Achei-o. Lavei-o.

E antes de ir dormir voltei a colocá-lo no meu teclado. Limpo.
a

Trivialidades 151

(Robin) Van Persie


One of Holland's Speedy Gonzalez.

Contos 22

Ciclo S - Bitter Sweet

Deixei-te escrito num papel perdido. Ideias soltas, emaranhadas de movimentos esperados. Mas não te queria esquecer nessa página escondida.


Quero lembrar-me agora do olhar intenso que me retirou a fleuma e me fez sentir culpada.
It’s a bitter sweet symphony when you talk. A tua dicção clara e elaborada faz entrar nos meus ouvidos as palavras que dizes como um canto perigoso de sereias. Uma canção encantada para serpentes, que me faz levantar com excitação contida.
Mas mesmo quando calado: a tua postura elegante, de casaco apertado e perna traçada numa posição confiante. Mesmo o teu corpo magro, aparentemente pouco forte, demonstra uma decisão evidente: definição.
It is a bitter sweet symphony. Quando fecho os olhos para te retirar do meu visor mental, mas onde sem te ver te encontro alojado nos meus desejos; construo-te mentalmente a partir de pontos ligados a linhas de cor. E, no entanto, os objectivos saem mais frustrados do que o possível: se não te vejo, crio-te à imagem da minha idealização.
It is bitter sweet. As imagens sensuais que transporto de ti. Imagens nuas, de provocação, inquietas, que me destabilizam mais do que deviam. Movimentos. Indecentes. Contagiantes. Explosivos. Acções. Penetrantes. Quentes. Reais.

Bitter… sex.
a

[Maio de 2008]

Homenagens 32

Martha Wainwright

Já recomendei e homenageei o irmão. Agora chegou a vez da Martha. Deixo-vos com o Bloody Mother Fucking Asshole. Martha Wainwright

Pensamentos líquidos 87

Sapatos altos 34

Se eu iniciasse uma petição para generalizar a comercialização de sapatos altos de número 34, alguém assinaria?

Eu aceito implorar… é que estou a ficar desesperada.
a

Apontamentos fugazes 99

Cinzenta

A única coisa cinzenta que não é aborrecida e desinteressante é a coisa mais importante de todas: a massa.
a

Trivialidades 150

Jogos de computador e pontuação

– O Pacman é um bacano…
– Mas olha que o Vírgul também. Está muito cool agora.
– Sabes quem é o irmão dele?
– Uhm…não…
– O Dois-Pont.

[Co-autoria identificada]
a

Apontamentos fugazes 98

Wishlist

Had I one wish and no one would ever die.

Homenagens 31

Paulo Sousa

Numa altura de Euro 2008, de Cristianos Ronaldos em mais anúncios publicitários do que se possa imaginar; numa altura em que parecem andar todos outra vez entusiasmados com a selecção de Scolari, eu quero fazer aqui uma homenagem sincera. Ao homem que ainda é o melhor trinco português que conheço e que foi dos melhores trincos do Mundo enquanto jogou – Paulo Sousa.

Apontamentos fugazes 97

– Vá, tens que relaxar. Pensa em coisas bonitas. Imagina passarinhos a chilrear, campos com flores.
– Estragaste tudo. Já espirrei.

Co-autoria Xana
a

Poemas 25

Existência

Há uma melancolia que me traz de volta a mim
e me agarra na impossibilidade de soltar um uivo
de prazer, de raiva, de excitação, de dor...
É uma melancolia solene num quotidiano indiferente
de robots desinteressados da sua vida coerente
de processos e métodos e objectivos e hábitos.

Há uma angústia na existência que me habita
e que sou eu a habitar-me a mim própria
numa causalidade que não identifica causa e efeito.
É uma angústia existencial nos dias em que não durmo
enquanto vivo e sou mais do que o que vêem
quando olham para tudo o que faço sem vontade.

Há um desassossego que me trespassa sem cuidado
e me deixa em farrapos alternados e disjuntos
para nunca me fazer encontrar comigo própria.
É um desassossego ridículo, inconstante e lúcido
que não sabe a imensa importância que tem
quando é a única verdade de que é feita a vida.

[Março de 2005]

Apontamentos fugazes 96

And so it is


[Barack Obama]


Just like I said it would be

Apontamentos fugazes 95

Quem não tem nada para dizer, está calado.
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